Crítica com Humor

Mostrando postagens com marcador Traição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Traição. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Isso é que é Traição - PMDB supera PT e dá 100% de apoio aos R$ 545.


O PMDB foi o partido mais fiel ao governo na votação da quarta-feira, 16, do salário mínimo de R$ 545. Os 77 deputados do partido votaram fechados contra as propostas de um valor maior. O PT da presidente Dilma Rousseff registrou duas dissidências a favor do mínimo de R$ 560. Os petistas Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM) votaram contra o governo. O líder do PT, Paulo Teixeira (SP), descartou punição aos dois rebeldes. Dos partidos da base, só 16 deputados que participaram da votação ficaram contra o governo.

De olho nos cargos de segundo e terceiro escalões e na liberação de emendas, o PMDB votou unido contra o mínimo de R$ 600, proposto pelos tucanos, e o de R$ 560, defendido pelas centrais sindicais e pelo DEM. Não houver sequer ausências de peemedebistas. Já no PT, a unanimidade foi só contra os R$ 600. Além dos dois votos favoráveis aos R$ 560, sete petistas faltaram à votação - a bancada soma 85 deputados.

Ameaçado de perder o comando do Ministério do Trabalho, o PDT deu mais votos a favor do governo do que o apoio ao mínimo de R$ 560, defendido pelo deputado pedetista Paulinho Pereira da Silva (SP). Foram 16 votos com o governo e apenas 9 contrários. Ou seja, Carlos Lupi não deverá ser demitido do cargo. Na primeira votação, o partido deu apenas dois votos favoráveis ao mínimo de R$ 600 - Paulinho, por exemplo, preferiu se abster.

O PSB foi outro 100% leal ao Planalto. Nas duas votações, os socialistas votaram em peso contra as propostas de um mínimo maior. Teve apenas uma ausência: Abelardo Camarinha (SP). No PP, as dissidências ficaram por conta de Jair Bolsonaro (RJ) e Paulo Maluf (SP), que votaram pelo mínimo de R$ 560.

Além do PMDB e do PSB, o PC do B, o PSC, PRB e os nanicos PMN, PT do B, PRP, PRTB, PTC e PSL também votaram em sua totalidade com o governo. Os comunistas apresentaram uma dissidência apenas na votação do mínimo de R$ 600: Chico Lopes (CE) votou contra o governo.

O apoio aos R$ 600 não foi unânime nem mesmo no PSDB, autor da proposta. Dois deputados tucanos votaram contra: Manoel Salviano (CE) e Berinho Bantim (RR). Na votação do mínimo de R$ 560, os votos contrários foram novamente Manoel Salviano e Carlos Alberto Lereia (GO). No DEM, quatro deputados votaram com o governo, três se abstiveram e Júlio Cesar (PI) ficou em obstrução. A maioria das dissidências do DEM foi em Minas .

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pmdb-supera-pt-e-da-100-de-apoio-aos-r-545,680741,0.htm

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Traição no Congresso Nacional. Novidade?

Planalto prevê até 50 traições na votação do mínimo.

Moreira Mariz/Ag.Senado
Debruçados sobre a máquina de calcular, os operadores políticos de Dilma Rousseff esquadrinharam a votação do projeto que fixa em R$ 545 o salário mínimo.

Há na Câmara 513 deputados. A tropa governista soma, pelas contas do Planalto, algo como 370 votos.

Desse total, os matemáticos de Dilma estimaram que entre 320 e 330 votarão a favor da cifra oficial.

Se a soma estiver correta, o governo prevalecerá com folgas na votação da noite desta quarta (16).

A aprovação do projeto do salário mínimo exige apenas maioria simples –metade mais um dos presentes em plenário.

Vai-se revelar, porém, o tamanho da dissidência: na melhor hipótese, cerca de 40 rebelados. Na pior, 50 insurretos.

Tomado pelas ameaças, o governo planeja tratar os ‘silvérios’ a pão e água, negando-lhes acesso a cargos e verbas.

Considerando-se o histórico de administrações anteriores, é improvável que a tática da intimidação seja levada às últimas consequências.

Para ser tomada a sério, Dilma Rousseff teria de mandar ao olho da rua, sem titubeios, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), do infiel PDT.

De resto, nem toda a infidelidade será explicitada no painel eletrônico da Câmara.

Uma parte dos descontentes vai negar o voto ao governo ausentando-se da votação. Depois, arranja-se uma desculpa qualquer.